Turismo cultural é destaque em Socorro

Os áureos tempos do café e manifestações típicas do interior podem ser revividos em Socorro. A cidade é excelente para o turismo cultural.

Quem quer se aprofundar na história da bebida mais famosa do Brasil pode visitar fazendas seculares para conhecer de perto as plantações e o processo de beneficiamento. Na ocasião os guias mostram todo o trabalho de pós-colheita, que inclui passagens pelo terreiro, pelos secadores e pelas etapas de seleção e torra de grãos.

Entre as manifestações culturais e religiosas na cidade até hoje ainda destaca-se a congada, que combina dança e folclore e representa a coroação de reis e rainhas africanos, em meio a um cortejo com coreografias, cantos e lutas simbólicas com espadas. É um espetáculo envolvente, que toma as ruas da cidade, e tão importante que em 2017 a Prefeitura declarou a Congada de São Benedito e Divino Espírito Santo patrimônio cultural imaterial socorrense.

Há ainda apresentações quase semanais de moda de viola nas praças, procissões e encenações no feriado de Páscoa e o tapete feito no feriado de Corpus Christi – que é uma tradição religiosa. Outro ponto alto é a secular Festa da Padroeira, que acontece em 15 de agosto com missas e procissão para homenagear a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – também são realizadas alvoradas nos dias anteriores para anunciar a celebração.

O viés histórico está presente ainda no museu Municipal, na Maria Fumaça, na Igreja Matriz e no Palácio das Águias, que foi fundado em 1936 e é inspirado no carioca Palácio do Catete.

Outra grande atração é o Cine Cavaliere Orlandi, com estrutura clássica de 1942, que é movido a energia solar e até hoje expõe aos visitantes a antiga máquina de projeção e as cadeiras de madeira usadas no início. Na sala de projeção elas foram substituídas por novas, bem mais confortáveis, e atualmente este é o único cinema 3D de toda a região, em uma prova de que é possível mesclar tradição com modernidade.

Para completar o leque cultural, os turistas encantam-se com a arte naif produzida localmente – a cidade possui até uma Bienal sobre o tema – e com o artesanato nhanduti, que, em guarani, significa teia de aranha. As artesãs de Socorro são bastante conhecidas por esta técnica de renda, onde fios coloridos são usados para tecer diferentes formas geométricas.

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